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Saiba o que é a Serosa Central, doença que pode ser desencadeada pelo estresse e levar à cegueira

Médico oftalmologista explicou que se a doença permanecer a longo prazo, a perda da visão pode ser irreversível

Por Redação
(Atualizado em 20/06/2022 - 10h17)
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Você se considera uma pessoa estressada? Já sentiu que isso afetou a sua saúde física? Se a resposta for sim, é preciso se atentar, pois existe uma doença associada ao estresse que, em casos mais extremos, pode levar à cegueira.

O temmais.com conversou com o oftalmologista, presidente da Sociedade Brasileira de Retina e Vitreo e chefe do setor de Retina e Vítreo do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS), Arnaldo Furman Bordon, para entender um pouco mais sobre a Corioretinopatia Serosa Central, ou Serosa Central, como é mais conhecida.

De acordo com o médico, embora a doença esteja associada ao estresse, ele não é o único causador. “A relação do estresse com essa doença tem a ver muito com a elevação do nível de cortisol na corrente sanguínea, embora muitas pessoas sejam submetidas ao estresse e não a desenvolvem”, explica.

Bordon também conta que a doença pode ser dividida em duas fases: aguda e crônica. A primeira tem uma resolução espontânea na maioria dos casos. A segunda é a que pode causar a perda da visão no longo prazo.

“Esse tipo de paciente, quando é submetido a este tipo de estresse, que leva a essa doença durante uma década ou mais, vai ter a perda de visão, de caráter irreversível. A detecção dessa doença, tanto na sua forma aguda, quanto na sua forma crônica e o seu respectivo tratamento, são as chaves para um sucesso e impedir que isso ocorra”, afirma.

Segundo o médico, existem alguns elementos que estão envolvidos com a doença e alguns deles ainda são desconhecidos pela medicina.

A Cerosa Central atinge principalmente homens entre 20 e 50 anos, mas a medicina tem observado que o número de mulheres atingidas pela patologia tem aumentado cada vez mais.

“Durante a pandemia, o nível de estresse, obviamente, elevou entre as pessoas e nós detectamos um aumento da incidência dessa doença. Esta é a 4ª doença mais frequente de diagnósticos dentro de um consultório de um médico especialista em retina”, diz.

Como identificar?

Existem alguns sintomas que merecem a atenção do paciente, mas é importante que um médico especialista seja consultado para o diagnóstico da doença. Confira:

  • Borramento de visão;
  • Alteração na percepção da cor, quando ela fica mais esmaecida;
  • Alteração na percepção do tamanho da imagem, quando um olho enxerga normalmente e o outro vê a imagem em tamanho menor, por exemplo.

“Todos esses sintomas não são específicos da doença, uma vez que inúmeras outras doenças cursam com o mesmo tipo de sintoma. Porém, se o paciente estiver experimentando esse tipo de sintoma, nós recomendamos que seja examinado por um médico”, pondera.

 

Cuidados

Apesar de ser uma doença que exige atenção, os cuidados para evitá-la são as mesmas recomendações que se têm do estresse geral que causam doenças cardiovasculares, emocionais e até mesmo do sistema neurológico. Confira:

  • Ter hábitos mais saudáveis de vida;
  • Organizar as tarefas do dia;
  • Não tentar realizar inúmeras tarefas simultâneas com prazos e metas;
  • Focar nas coisas mais importantes do dia.

“São medidas gerais que diminuem o estresse e que obviamente são benéficos não só para a saúde geral, como para a saúde oftalmológica, a saúde dos olhos”, finaliza.