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Temmais.com mapeia os R$ 160 milhões gastos com a pandemia em Sorocaba

Nos mais de dois anos de enfrentamento da Covid-19, leitos custaram quase R$ 122 milhões ou 76% do total

Por Marcel Scinocca
(Atualizado em 23/06/2022 - 8h17)
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Entre março de 2020 e maio de 2022, a Prefeitura de Sorocaba destinou quase R$ 160 milhões no enfrentamento da pandemia. É mais que o orçamento anual inteiro de muitas cidades da região. E ainda, é mais que 4% do orçamento total previsto para o ano que vem na cidade.

Sabe-se que os valores foram gastos com leitos e medicamentos, por exemplo. Mas quanto foi gasto para cada necessidade? Para responder essa pergunta, o temmais.com fez o mapeamento exclusivo do que foi gasto em Sorocaba, detalhando as atividades e valores recebidos.

 

Leitos

 

Conforme o apontamento, R$ 121,8 milhões foram destinados somente com leitos Covid. Esse valor corresponde a 76,1% do total pago pela Prefeitura de Sorocaba. Desse montante, quase R$ 67,4 milhões foram destinados para a Santa Casa de Misericórdia de Sorocaba. É mais da metade do total gasto com leitos.

 

Para a Associação Brasileira de Educação e Saúde (Abrades) foram mais de R$ 22 milhões. A entidade foi responsável pelos leitos covid instalados no Pronto Atendimento do São Gulherme, na zona norte de Sorocaba. O Instituto Soleil recebeu R$ 8,9 milhões pelos leitos administrados na UPH Oeste.

 

Para o instituto Diretrizes foram mais R$ 5,6 milhões. A entidade foi responsável pelos leitos covid da UPH Norte. Há ainda os pagamentos de pelo menos R$ 4,8 milhões para o Banco de Olhos de Sorocaba (BOS). A entidade ficou responsável pelos leitos covid de pacientes atendidos na UPA do Éden.

 

O Instituto de Gestão Administração. e Pesquisa em Saúde (Igaps) recebeu mais R$ 3,8 milhões, todos em forma de indenização. Para a Fundação São Paulo (Hospital Santa Lucinda) foram mais R$ 2,9 milhões. Para a AmheMed Assistência à Saude foram mais R$ 3,3 milhões.  O montante de R$ 1,9 milhão foi pago para o Hospital Cristão de Sorocaba (Evangélico). Por fim, para o Grupo de Pesquisa e Assistência ao Câncer Infantil  (Gpaci) foram cerca de R$ 840 mil.

 

Medicamentos

 

A compra de equipamentos e insumos custou outros R$ 8,2 milhões. Quase R$ 1,6 milhão foi destinado para a compra de medicamentos. Para a desinfecção de ambulâncias e terminais, por exemplo, mais R$ 1,1 milhão.

Com o chamado cartão benefício social, foram mais R$ 2 milhões. Há pelo menos R$ 1 milhão para manutenção, que inclui prédios e a montagem do Hospital de Campanha, em 2020. Os valores pagos com alimentação passam de R$ 660 mil.

A lista contém o gasto de R$ 9,6 milhões, com as chamadas sentinelas, implantadas pela Secretaria de Saúde para os casos de síndrome gripal. A folha de pagamento consumiu outros R$ 3,8 milhões.

Auxílio emergencial

Desse total, houve ainda os valores destinados como auxílio emergencial. Condutores e catadores receberam ao menos R$ 730 mil. Houve ainda pagamento emergencial para artistas, muitos desses pagamentos também em foram pagos em forma de auxílio emergencial. Nesse caso, entretanto, o valor é bem maior. O montante passa de R$ 4,1 milhões. São mais de 500 pagamentos diferentes e os valores vão de R$ 1,8 mil a quase R$ 60 mil.

 

Por ano

De acordo com os dados, em 2020, foram empenhados e gastos com a pandemia R$ 49.6 milhões.  Em 2021, ano que em que ocorreu o período mais crítico do enfrentamento, o gasto foi de R$ 90,6 milhões. Já em 2022, nos cinco primeiros meses do ano, o valor foi de R$ 90.6 milhões. Este ano, no período analisado até maio, forma R$ 19,5 milhões.